Ribombo em quarentena


Somos um grupo de pesquisa formado por mais de dez pesquisadores de diferentes áreas, que ao longo desse tempo juntos construiu não só uma relação com a Ciência, com o mundo do trabalho científico, mas também entre si. Estar perto, dialogar, fazer reuniões, assistir bancas, elaborar tarefas, oficinas foi o que ajudou a consolidar o Ribombo ao longo da sua existência.

Porém, dessa vez a gente sabe que não pode, e não deve estar perto. A gente sabe que precisa estar afastado por uma condição fundamental: a Ciência. Vivemos uma pandemia em escala nunca antes vista com o COVID-19, o Coronavírus, a qual exigiu de nós o cancelamento imediato de toda e qualquer atividade que fosse colocar não só a gente, mas também os outros em situação de risco.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é enfática em dizer que a melhor forma de combate ao vírus até agora é o isolamento, a permanência em casa até que condições mínimas de segurança possam ser construídas para que não haja colapso no nosso Sistema Único de Saúde. A Universidade Federal do Rio Grande (FURG), instituição a que estamos vinculados, decretou a suspensão das aulas há algumas semanas, e assim seguirá, também, os protocolos científicos da OMS, o que nos dá a tranquilidade de manter toda e qualquer atividade à distância, evitando assim o contágio entre estudantes, servidores e prestadores de serviços.

Em nosso grupo existem pesquisadoras e pesquisadores bolsistas, que recebem recursos do governo federal para manutenção de seus trabalhos e de suas vidas de forma digna, portanto, existe um compromisso com o retorno científico e social que deve ser cumprido. E foi pensando nisso que elaboramos um cronograma de atividades à distância, que possam tanto atender as especificidades de cada pesquisa, como encaminhar ações coletivas do Ribombo.

Assim, iniciaremos uma série de postagens que tratam do material bibliográfico que trabalhamos, a publicização de mais Dossiês Temáticos, a continuidade da confecção de mais um e-book e a gravação de podcasts que pode ser realizada de forma online, e da mesma forma as orientações de pesquisa entre os membros do grupo. Ficará suspensa toda e qualquer demanda que exija encontros presenciais, como oficinas, qualificações, defesas de mestrado ou doutorado, gravações de materiais audiovisuais nas escolas e comunidades.

Pedimos a compreensão e entendimento de todas e todos nesse momento delicado que atravessamos, e que o melhor a fazer é, sem sombra de dúvida, seguir orientações técnicas, de especialistas na área da saúde, cientistas e instituições competentes como a OMS. Fiquem em casa, se cuidem, busquem apoio na família, amigos e procurem alternativas que possam manter a rotina minimamente saudável.

Um abraço, Ribombo!

Uma história em construção


“CRIANÇAS SE JUNTAM PRA MUDAR O MUNDO, EM REDE (...)
E VOCÊ?
CADA PESSOA É UMA HISTÓRIA EM CONSTRUÇÃO”[1]

Com esse trecho da música "Convida a Viver", do Projeto Somos Som, baseada no Guia Participante da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) e Conto de Abertura de Karina Perpétuo, Neusa Helena Barbosa, Carolina Ramalhete e Naiara Campos, inicio esse pequeno relato da minha experiência transformadora pelo mundo da pesquisa.

A sua escolha se deve pela importância e magnitude dos processos de CNIJMA, mas também abrange uma série de outros significados não menos importantes. Representa a história de todas as pessoas que participaram da iniciativa e que tiveram suas vidas impactadas e transformadas em todos os níveis, o que podemos confirmar com os relatos dos sujeitos de pesquisa que foram retratados nas páginas da minha dissertação. 

Para além de descrever a temática, esse trecho adquiriu importância significativa para mim, revelando a dimensão do meu próprio exercício de pesquisa, das escolhas que fui fazendo ao longo do caminho, dessa história que vai sendo idealizada e construída e que se entrelaça com o tempo e com a própria história da minha vida: uma história em construção.

Do ingresso no PPGEA/FURG até a defesa do mestrado, foram mais de dois anos de total envolvimento e não tem como não pensar em todas as escolhas e renúncias que fiz ao longo do caminho e em todas as trajetórias percorridas. E nesse processo, percebo e sinto claramente que não sou mais a mesma pessoa que iniciou a caminhada.

O quanto esse processo me encantou e me transformou, talvez as minhas palavras não consigam descrever. Espero que todos aqueles que participaram das Conferências, se sintam representados por ter essa história de participação reconstruída, uma história que há mais de dez anos se dedica ao empoderamento e à autonomia de crianças e adolescentes; representados por cada depoimento e memória que foi compartilhada. E para aqueles que não vivenciaram os processos, assim como eu, meu desejo é que sejam inspirados pelos princípios e fundamentos defendidos nessa política, que são pura Educação Ambiental.

 A CNIJMA não se destaca apenas como estratégia do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental OG/PNEA ou em razão da sua importância no campo das políticas públicas. Sua relevância se justifica por ser uma iniciativa transformadora na vida de todos aqueles que foram envolvidos em alguma etapa dos processos, ao longo de suas edições. Mudanças de vidas em todos os sentidos, aquisição de novos conhecimentos e atitudes, uma nova relação consigo, com os outros, com o mundo, um verdadeiro processo de inclusão social, tudo isso representa a CNIJMA.

Posso afirmar ainda que a participação é efetivada e comprovada nos processos de CNIJMA, propiciando o fortalecimento da EA e as mudanças necessárias para o envolvimento nas questões socioambientais do público infantojuvenil, garantindo a cidadania e proporcionando vivências significativas e transformadoras e o desenvolvimento de valores, sentimentos e sonhos.

Uma história em construção que fala de esperança, vontade de fazer diferente, mudança de vida e de valores, participação. Uma nova ética social. Um processo de mobilização de crianças e jovens a se educarem mutuamente, em um intercâmbio com outras gerações, fortalecendo redes, coletivos e organizações, fortalecendo gentes.

Um novo mundo é possível? Talvez. Não podemos deixar que os sonhos adormeçam na alma da gente. É sempre tempo para quem acredita e trabalha por um mundo melhor. 


[1] A pesquisa intitulada “CADA PESSOA É UMA HISTÓRIA EM CONSTRUÇÃO”: A Participação Social no Contexto da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente – Uma Estratégia de Política Pública de Educação Ambiental” foi realizada entre os anos de 2016 a 2018, no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental (PPGEA-FURG), na Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e buscava compreender a participação social é concretizada e materializada nos processos de Conferência.



Graduação em Direito (FURG),
especialização em Direito e Processo,
mestrado em Educação Ambiental (CAPES/FURG) e doutoranda no mesmo programa.
Tema de pesquisa: Políticas Públicas.


Ribombo lança Tempo pra Cinema #2



No grupo de pesquisa a gente está sempre fazendo o que traz algum tipo de divertimento aos envolvidos. As nossas pesquisas se relacionam com o ambiente costeiros pelo fato de sim, morarmos em uma costa. Nosso cotidiano é permeado pela praia, pelo barulho do mar - o ribombo! E as nossos trabalhos traduzem isso de várias formas.

E se tem cinéfilo no grupo, e ele não está sozinho, é lógico que vai ter cinema. E assim passamos a nos juntar vez ou outra pra gravar um podcast chamado Tempo pra cinema, que teve seu primeiro programa ainda em 2019, por iniciativa do Matheus Braga. Envolvido com outros projetos, a Rachel Hidalgo assumiu a produção e agora a gente conta, mais uma vez, com a presença do Regis Garcia, músico, professor de Psicologia da UFPel, e atualmente doutorando na pós-graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), além de mim, Felipe Nóbrega.

Com a edição do Alisson Lucena, a ideia é a cada mês (ou quem sabe quinzena?!) ter um programa temático. E se o primeiro foi sobre Bacurau, o segundo já gravado foi sobre zumbis, com dois filmes sendo comentados: 

Mangue Negro (2008), filmado pelo Rodrigo Aragão no Espírito Santo, sobre uma comunidade de pescadores à beira de um manguezal povoado por zumbis; e Os mortos não morrem (2019), do Jim Jarmusch, que retrata uma pacata cidadezinha chamada Centerville que sofre um colapso quando os mortos levantam de seus túmulos.

 Ouçam e compartilhem pelos links:

Spotify: https://open.spotify.com/episode/3hDw792EalaxVcZhmpbAAt?si=rpZQOQLxQp-KrIBLnd3p-Q

Anchor
https://anchor.fm/ribombo/episodes/Tempo-pra-cinema-2---Mangue-Negro-e-Os-mortos-no-morrem-ec3ulg

Google Podcasts:
https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy9jZWY0M2ZjL3BvZGNhc3QvcnNz

Radio Publichttps://radiopublic.com/ribombo-6vr0kX/s1!80af8

E também na página da Furghttps://salapodcast.furg.br/podcast/ribombo

Participantes: Rachel Hidalgo, Regis Garcia e Felipe Nóbrega
Coordenação do projeto: José Vicente de Freitas e Felipe Nóbrega
Direção e edição: Alisson Lucena

#PodcastRibombo dá dicas para sobreviver longe de casa enquanto estuda


Dilemas, confusão, solidão, liberdade, diversão, felicidade e tristeza são algumas das coisas que vocês vão encontrar quando saírem de casa. Seja para trabalhar, para constituir uma família ou para estudar, que é o foco desse novo episódio do podcast do Ribombo.

Aproveitando esse início de ano letivo, época em que ingressam muitas pessoas na universidade, e sua maioria de outras cidades e estados, nós do Ribombo resolvemos gravar um programa especial repleto de dicas de como sobreviver num lugar desconhecido. E para isso, reunimos um time de estudantes que vieram de outros lugares para estudar na Furg: Gisleine Portugal, Gabriele Lara, Thalita Sotero, Renata de Aquino, Rafael Simione e Guilherme Almeida. Também estão presentes o Felipe Nobrega e o Alisson Lucena, que dificilmente aparece para participar de programas com a gente.

Moradia, alimentação e adaptação ao frio são elementos tratados nesse episódio. Em participação por áudio, Gisleine, Gabriele e Thalita narram um pouco da experiência de estudar longe de casa; e sendo assim, de maneira presencial, Guilherme, Renata e Rafael são os responsáveis talvez pelos momentos mais constrangedores dentre todos os programas já feitos pelo Ribombo.

Se o editor pode tirar uma conclusão desse episódio, é a seguinte: as vezes viver como um Rockstar tem um preço a se pagar, que são algumas receitas de pratos um tanto quanto diferentes e que se viessem à público, fariam as avós de muita gente chorar. De quais receitas estou falando? Vocês vão ter de ouvir o programa para descobrir!

Ouçam e compartilhem pelos links:



Google Podcasts:


E também na página da Furghttps://salapodcast.furg.br/podcast/ribombo

Participantes: Gisleine Portugal, Gabriele Lara, Thalita Sotero, Renata de Aquino, Rafael Simione, Guilherme Almeida, Felipe Nobrega e Alisson Lucena
Coordenação do projeto: José Vicente de Freitas e Felipe Nobrega
Direção e edição: Alisson Lucena

Quer fazer um TCC sem sofrimento? Então ouve o novo episódio do podcast!


Quando chega ao final do curso de graduação você precisa entregar um Trabalho de Conclusão de Curso, o famoso TCC. Mas isso pode mudar quando você conhecer o método Rafael Simione, que nos mostra como essa sigla pode se transformar em Tranquilidade, Calma e Confiança!

E junto com essa novidade, o programa vem com outros relatos de colegas que já realizaram seus TCC’s e contam um pouco como foi o processo, e melhor, dão algumas dicas para você tentar sofrer um pouco menos. Afinal, você já sabe, vai ter sofrimento! Vai ter bloqueio criativo e impressora que não funciona, e vai ter galo cantando na janela do seu quarto – como revela um dos convidados.

Ou seja, você vai ter tudo, menos condições ideais. Essa é a regra!

Mas a gente está aqui tentando tornar tudo um pouco mais fácil, com algumas dicas e artimanhas para que esse seja um processo, pelo menos, saudável. E dessa vez, além da participação da Rachel Hidalgo e Gabriel Ferreira do Ribombo, tem a participação do Allan Pereira, Sabrina Araújo, Gabrielle Neves, o Rafael Simione e a Sara Schneider do Direto da UFPel.

Ouçam e compartilhem pelos links:

Spotifyhttps://open.spotify.com/episode/60V0UvgL1ljR5VrsSzU50R

Anchorhttps://anchor.fm/ribombo/episodes/Sobre-a-FURG-2020-eb74up

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E também na página da Furghttps://salapodcast.furg.br/podcast/ribombo

Participantes: Rachel Hidalgo, Gabriel Ferreira, Allan Pereira, Sabrina Araújo, Gabrielle Neves, Rafael Simione e Sara Schneider
Coordenação do projeto: José Vicente de Freitas e Felipe Nobrega
Direção e edição: Alisson Lucena

Segunda temporada do podcast do Ribombo já está no ar!


Nada melhor do que começar o ano letivo com um programa sobre coisas básicas que você deverá saber sobre a nossa querida Universidade Federal do Rio Grande (FURG), carinhosamente, Mãe FURG. Situada no extremo sul do Brasil, na cidade de Rio Grande, ela tem seus segredos e curiosidades como qualquer instituição pública.

Contar um pouco desses detalhes é o que a gente faz nesse primeiro episódio que informa sobre os melhores banheiros da universidade, os melhores lugares para estudar, para chorar e auxílios estudantis também! Não poderiam faltar os melhores lanches, e bares do Centro de Convivência e, para finalizar, as melhores festas da cidade e da praia do Cassino.

Tudo isso com a participação de vários colegas que gravaram alguns áudios solidários a quem está chegando, tentando tornar a vida do jovem estudante um pouco mais fácil em meio a esse labirinto de novidades que é a chegada na universidade.

A gente agradece, então, a Renata Aquino, a Jaqueline Chaves, o Matheus Braga, Beatriz Lourenço, Guilherme Almeida e Luisa Ruthner, que gravaram suas participações e ajudaram a montar esse primeiro programa.

Ouçam e compartilhem pelos links:

Spotifyhttps://open.spotify.com/episode/528XhEFXlFm2E6xhQOB8Qj

Anchorhttps://anchor.fm/ribombo/episodes/Sobre-a-FURG-2020-eb74up

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E também na página da Furghttps://salapodcast.furg.br/podcast/ribombo