Discussões acerca da questão de Gênero na Educação Ambiental


No texto“Gênero”, escrito pela autora Moema L. Viezzer, no livro Encontros e Caminhos, VOL 3, a partir contextualização do movimento ambientalista, que emerge na segunda metade do século XX, assim como o movimento feminista, são abordadas outras maneiras de pensar uma educação ambiental (EA) livre da supremacia branca e masculina, que ainda temos contato, e que, como raça humana, deveríamos estar trabalhando juntos para que as ameaças ambientais e as ameaças às liberdades individuais, sejam erradicadas, combatendo o desequilíbrio ambiental e o patriarcado.

Podemos perceber que no compilado das ações definidas para barrar os avanços da devastação ambiental, existe a soberania masculina, assim como em quase todas as áreas. Nas áreas política e científica ainda mais. O papel das mulheres nesses espaços é sempre invisibilizado, como se ser mulher já fosse um fator determinante da pesquisa, desconsiderando tudo que é dito e pensado, fazendo com que nossas vozes não sejam ouvidas, quando na verdade poderíamosagregar e muito na elaboração dessas ações.

Além dos problemas ambientais, precisamos estar atentos às formas de opressão enraizadas na nossa sociedade, para que possamos nos enxergar como iguais, e a partir daí, estarmos abertos para escutar a parcela da sociedade que mais sofre por essas opressões que, infelizmente, vão muito além do machismo. Precisamos escutar mais quem desde sempre foi silenciado por seu gênero, sua raça e até mesmo pela sua sexualidade.

Para combater esses problemas precisamos ir fundo na sua origem, que se analisarmos de perto, percebemos que são salientados pelo capitalismo. A sede por matéria prima e oimperialismo fazem a manutenção das diversas formas de opressão e do desequilíbrio ambiental, lucrando com nossas inseguranças e com a devastação do meio ambiente.

A autora ainda faz uma crítica à EA que temos hoje, apontando vários problemas que precisam ser superados para que possamos combater o avanço desse desequilíbrio e a supremacia masculina dentro do campo. Para além de apontar os erros, são trazidas soluções, que podem contribuir nessa longa caminhada que temos contra o patriarcado como, por exemplo, analisar o referencial teórico que é utilizado e buscar mulheres que também tem pesquisas extremamente pertinentes como referências; ou ainda trazer ilustrações que mostrem a mulher numa posição de poder assim como os homens, entre outras.

VIEZZER (2014, p.176) fala sobre o papel que é pré-designado quando se é mulher,“aceitando-os como construções históricas que, assim como foram construídas pela sociedade, podem ser desconstruídos e reconstruídas, na perspectiva de um novo processo civilizatório”. É o nosso papel acabar com essas atrocidades, como a autora defende, mas é necessário um esforço muito maior por parte de quem criou e colabora com a manutenção desse tipo de opressão, os homens,reconhecendo seu lugar de privilégio. E ação na desconstrução pessoal e coletiva.

REFERÊNCIA

VIEZZER, Moema. Gênero In: FERRARO, J. Encontros e Caminhos: Formação de educadores(as) ambientais e coletivos educadores. V.3. Brasília: MMA/DEA, 2013. PP. 173-184.

Acesse o texto original aqui.



Luisa Magalhães
Graduanda em História (FURG).
Tema de pesquisa: História Cultural.



Ribombo lança Tempo pra Cinema #7


Esse episódio de Tempo pra Cinema me lembrou uma expressão muito usada por minha mamãe durante minha infância e de meus irmãos, já que meu irmão mais novo não gostava de cortar as unhas das mãos pra poder me arranhar quando brigávamos, é que nem aquele ditado criado por Gandhi: "gosta de armas porque não se garante no soco"; por isso, nossa mãe vivia falando pra ele cortar as unhas pois já "estava parecendo o Zé do Caixão".  Não sei ao certo se ela alguma vez assistiu esse filme, mas fato é que ela conhecia a personagem.

E para falar do assunto, recebemos dois convidados que conheceram o cineasta José Mujica Marins, responsável por dar vida à personagens clássicas dos filmes de terror e do cinema nacional. Com a apresentação da Rachel Hidalgo, o presente programa recebe como convidados Andre Du Bois e Dino Menezes, que ao lado de Felipe Nóbrega e Régis Garcia como comentaristas formam um belo time de especialistas em cinema que juntos debatem sobre dois filmes interpretados pelo cineasta, que são Meia Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967) e Inferno Carnal (1977).

Embarquem junto do Ribombo nessa viagem pelo lado sombrio do cinema nacional, mas que nem se compara à escuridão que são os filmes de youtubers como o Lucas Neto e a Kéfera!

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Participantes: Andre Du Bois, Dino Menezes, Felipe Nóbrega, Rachel Hidalgo e Régis Garcia
Coordenação do projeto: José Vicente de Freitas e Felipe Nóbrega
Direção e edição: Alisson Lucena


Graduando em História (FURG).
Tema de pesquisa: A potencialidade da Educomunicação no Rap Paulista.


Ribombo realiza segundo encontro virtual


"1997, março, Diadema o município,
Uma câmera, uma fita de vídeo
Mostra pro mundo sangue, ignorância,
Animais com distintivos.
Não entendi a surpresa,
Infelizmente era só um outro dia comum,
Dia de enterro, velório,
Dia que a polícia matou mais um[...]"

Começo o texto de hoje com o início de uma música do grupo de rap Facção Central, música chamada Lágrimas de Sangue, presente no disco Estamos de Luto lançado em 1998, na cidade de São Paulo.Mas o que o Rap tem a ver com o Ribombo? A resposta é simples: eu estudo Rap e faço parte do Ribombo, logo todas as peças se encaixam e entende-se o motivo disso tudo (risos).

Brincadeiras a parte, no dia de ontem (01/07) realizamos mais um encontro virtual e eu fui o responsável pela proposição do tema para a discussão, e me baseando em acontecimentos recentes, como o fato de assassinatos cometidos pela polícia diariamente terem ganhado um pouco de destaque na grande mídia, indiquei o debate sobre essa composição, pois me dei conta que mesmo se mudarmos as datas e os lugares citados pelos cantores do grupo nessa música em específico, é como se tivessem a escrito nesse ano de 2020, tamanha a semelhança com práticas que ainda são muito comuns no nosso dia a dia, principalmente aqui no Brasil.

E foi o que aconteceu, debatemos ao longo de mais de uma hora sobre elementos ligados à esse universo da música, discutindo sobre Rap, Funk, MPB, marginalidade e mais algumas coisas. Inclusive, o encontro de ontem serviu também para o questionamentos dos colegas de grupo acerca de meu TCC, visto que o Facção Central é meu objeto de pesquisa, o que me ajudou a compreender alguns elementos que ainda me confundiam e a enxergar algumas coisas que permaneciam escondidas de mim.

Por último, mas não menos importante, o encontro de de ontem foi especial por marcar a presença da mais nova integrante do Ribombo, a professora Adriana Cardoso, que dá aula lá na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), a pouco mais de três mil quilômetros de distância da gente aqui no extremo sul do país, mas que graças à internet, foi possível fazer-se presente nesse encontro e, formalmente, lhe damos as boas-vindas ao Ribombo, professora!

Caso se interessem pela música debatida ontem, cliquem aqui, garanto que vão concordar que mesmo após 22 anos de seu lançamento, ela permanece extremamente atual dado o que vem acontecendo nos dias de hoje, principalmente levando-se em conta o cotidiano das periferias do Brasil. Portanto, encerro essa postagem com mais um trecho da letra proposta.

"[...]Confiar em quem? Pedir apoio pra quem, então?
Se quem é pago pra nos proteger
Toda noite na nossa gente descarrega o oitão.
Mas que p**** de polícia é essa que não protege
Preto, branco, pobre, favelado?
Que todo o jovem da periferia é suspeito,
Candidato à finado.
Eu já to cheio de enterro, velório,
Cadáver cercado de velas,
Infelizmente a paz é só embaixo da terra.
Não quero a minha mulher com minha filha do colo
Chorando lágrimas de sangue me enterrando.
Sinto muito por todas as vítimas, todas as famílias,
Por todas as lágrimas de morte arrancadas pela maldita polícia.[...]"



Rafael Simione
Graduando em História (FURG).
Tema de pesquisa: A potencialidade da Educomunicação no Rap Paulista.

#PodcastRibombo debate sobre Monumentos e História Pública


Outro episódio motivado por acontecimentos recentes nesse nosso mundo louco. Após o assassinato de George Floyd, seguiu-se uma depredação e destruição de monumentos construídos em homenagem a figuras ligadas à escravidão e, pessoalmente, não tiro nem um pouco a razão dos envolvidos nessa reparação histórica.

E para discutir esse assunto trouxemos mais uma vez a Olivia Nery, que trabalha na área de memória e patrimônio e discute a ideia de uma História Pública. Também contamos com a presença do Juarez Fuão, que é professor nos cursos de História da Furg e tem formação no estudo do nascimento e morte dos monumentos no Brasil e no Uruguai. Não deixando de citar o professor Felipe Nóbrega, que é quem comanda o episódio da semana.

Portanto, venha conferir a posição dos especialistas em monumentos históricos acerca dos recentes acontecimentos ao redor do mundo e, sem querer incentivá-los a nenhuma prática ilegal que seria a destruição de monumentos de assassinos - coisa que farei em meu blog pessoal -, pois sabemos que existem em grande quantidade aqui no Brasil, dou-lhes o exemplo da minha cidade lá no estado de São Paulo, basta uma rápida busca do Google sobre o centro histórico de Santana de Parnaíba, como também seu hino que vocês entenderão, instigo-vos a encararem essas representações de maneira crítica, levando em conta as personagens históricas e não somente a estética da pedra em que foram talhadas, como é o caso de uma estátua, por exemplo.

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OBS: criei um blog para falar algumas coisas legais, por enquanto só tem uma postagem, mas daqui a pouco aparecem mais coisas lá. Caso queiram conhecer, cliquem aqui.

Participantes: Felipe Nóbrega, Juarez Fuão e Olivia Nery
Coordenação do projeto: José Vicente de Freitas e Felipe Nóbrega
Direção e edição: Alisson Lucena




Graduando em História (FURG).
Tema de pesquisa: A potencialidade da Educomunicação no Rap Paulista.

Edição de julho do dossiê do Ribombo abre chamada para envio de textos


Olha o Ribombo mais uma vez aparecendo pra tirar nossos internautas do tédio. Pela primeira vez abrimos chamada para a participação de vocês na edição de julho de nosso dossiê, cujo tema é "Reflexos da pandemia de Covid-19 nas problemáticas ambientais". Para isso, segue abaixo algumas informações úteis sobre a proposta e especificações que o texto deve ter:

Data limite para o envio do texto: 23 de julho;

Quantidade de páginas: no mínimo e no máximo 5, com referências;

Fonte Times New Roman; tamanho 12 com 1,5 de espaçamento entre as linhas; título em negrito, centralizado e maiúsculo;

Citações no padrão ABNT;

Estrutura é de caráter livre, sem necessidade daquela separação entre introdução, referencial teórico, etc. Com exceção das referências bibliográficas, que devem estar presentes de maneira obrigatória, também de acordo com as normas da ABNT;

Mandar o texto para gabriel.ferreira.ea@gmail.com, com o título do e-mail sendo "Dossiê Ribombo", e no corpo da mensagem, estarem presentes seu nome, título do texto, curso e instituição, caso houver.

Para mais informações acerca da proposta, clique aqui.

Aqui está um material para ajudá-los(as) a entender melhor o tema do dossiê:

https://www.youtube.com/watch?v=n3u-Q-2Fxpc

https://www.youtube.com/watch?v=UOkA2sBugf8


Dito tudo isso, convido à todas e todos para participarem dessa edição de nosso dossiê, tão especial por ser a primeira vez que abrimos para a participação de pessoas fora do grupo. Então venha exercitar sua escrita e compartilhar conosco suas ideias sobre esse contexto ímpar para nossa geração e que nos causa bastante impacto. E de quebra, vamos encher o e-mail do professor Gabriel para ele ter bastante coisa pra ler nos próximos dias (hahaha)!

#PodcastRibombo conversa sobre o Racismo nas Universidades


Por um motivo evidente, essa postagem em especial terá um caráter mais sério que o de costume, haja vista que o tema do episódio dessa semana não me permite brincadeiras como os outros. O episódio da semana do podcast do Ribombo trata de um assunto que está bastante em voga ultimamente, mas que deveria estar sempre presente nas discussões das mais variadas instâncias da sociedade, seja em casa, na escola, no trabalho ou mesmo - como seria o ideal - na universidade, o tema é o Racismo, mais especificamente no racismo nas Universidades.

E pra discutir sobre esse assunto, ao lado do Felipe Nóbrega, estão a professora Cassiane Paixão, que é professora de Sociologia da Furg e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/FURG); como também os estudantes do ensino médio e idealizadores do podcast "Jornal dos Negão" Cristian Machado, Cristhiano Fonseca e Charlom Rodrigues, que nos falam um pouco sobre o cotidiano como estudantes e moradores de um bairro periférico aqui na cidade do Rio Grande.

Além das discussões propostas pelo Cristian, pelo Cristhiano e pelo Charlom, a professora Cassiane nos conta um pouco acerca das ações existentes dentro do NEABI e também sobre o racismo que se encontra presente dentro da universidade de maneira explícita.

O presente episódio vem no sentido de, além de informar sobre a recente onda de protestos contra o racismo que tomou conta do mundo após o assassinato de George Floyd nos EUA, vem também para explicitar a podridão encontrada dentro da academia, que esperamos que seja um lugar de seres pensantes e livre de preconceitos e discriminações, mas que na prática é totalmente o contrário. É bem a ideia de não julgar um livro pela capa, já que a universidade se vende como um lugar totalmente inclusivo mas que quando as coisas apertam, nós sabemos bem quem são os primeiros a serem "jogados aos leões".

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E também na página da Furghttps://salapodcast.furg.br/podcast/ribombo

Participantes: Cassiane Paixão, Charlom Rodrigues, Cristhiano Fonseca, Cristian Machado e Felipe Nóbrega
Coordenação do projeto: José Vicente de Freitas e Felipe Nóbrega
Direção e edição: Alisson Lucena


Graduando em História (FURG).
Tema de pesquisa: A potencialidade da Educomunicação no Rap Paulista.