Formação com a Rede Municipal de Ensino aborda lixo nos oceanos e ODS 14


O lixo nos oceanos foi o tema da nova formação do Ribombo em parceria com a professora Maíra Proietti (FURG) e oceanóloga Paula Canabarro (CRAM). Dessa vez, a rede pública municipal de Educação da cidade de Rio Grande esteve presente para debater e trocar saberes sobre Educomunicação Socioambiental e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS’s).

Com foco no ODS 14 – Vida na Água, o trabalho começou com uma fala do professor José Vicente de Freitas (PPGEA/FURG) sobre Educação Ambiental com foco em métodos educomunicativos, e a utilização dos referenciais dos ODS’s enquanto pretexto pedagógico no processo de ensino-aprendizagem com os estudantes.

Em seguida a professora Maíra Proietti apresentou um painel sobre o lixo nos oceanos, especialmente a questão dos plásticos que hoje impactam os diversos ecossistemas, e contribuem diretamente para ampliação do cenário de risco que o planeta corre com essa prática humana de poluição. Desde pequenos invertebrados, até a megafauna, as consequências são diversas, como deixou claro a pesquisadora ao tocar no assunto das lesões, imobilidade, ingestão de resíduos ou afogamentos por asfixia dos animais marinhos.

Ainda, falou sobre o impacto dos plásticos no oceano junto ao efeito estufa, e as mudanças ambientais globais derivadas da produção e descarte de plásticos. Mesmo que ainda não exista a escala desse impacto, as professoras e professores da rede pública já puderam discutir os últimos dados dessa relação entre plástico-oceano-mudança climática que foram disponibilizados para multiplicação e apoio pedagógico formativo.



Já a oceanóloga Paula Canabarro falou para as professoras sobre o trabalho de reabilitação de animais marinhos desenvolvidos pelo Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM), o qual existe há décadas na cidade de Rio Grande, e realiza um trabalho reconhecido internacionalmente. Atendendo aves, mamíferos e tartarugas, esses animais recebem o devido tratamento por uma equipe de profissionais especializados na área, e cumprem um papel importante também para as pesquisas voltadas a questão do lixo marinho.


A intenção, como ressaltou, é perceber que esses animais acabam impactados por ações ecossistêmicas, e não isoladas. E assim fez questão de mostrar o impacto da ingestão de lixo oceânico nos animais marinhos, especialmente o plástico – que é encontrado de forma mais do que recorrente, mas habitual.

Impressiona os dados apresentados pela oceanóloga, já que causa impacto imediato em qualquer um que veja os registros que a profissional trouxe para a busca de sensibilização do grupo. E fazer disso um primeiro passo pedagógico para debater o tema na escola, para assim buscar soluções que possam transformar esse cenário fez com que a fala da Paula e da Maíra ecoasse para durante toda formação.

Para saber mais, basta acessar o Projeto Lixo Marinho, que é desenvolvido pela professora Maíra e o seu grupo de pesquisa: https://es-la.facebook.com/lixomarinhofurg/posts

Para saber mais sobre o trabalho do CRAM, acesse: 

A segunda parte da formação será divulgada em breve, quando os professores
presentes produziram um material audiovisual sobre o ODS 14.

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Felipe Nobrega Ferreira
Graduação em História (FURG),
mestrado em História (UFRGS) e doutorando em Educação Ambiental (CAPES/FURG).
Tema de pesquisa: Fenômenos Ambientais Costeiros e Mudanças Climáticas.