Documentário Escola de Ilha começa a ser produzido na Ilha dos Marinheiros



Desde o lançamento do documentário "1,2,3 Brincando: Reiventando os espaços escolares" no início deste ano, em parceria com a Rede Pública de Joinville/SC, exibido pela TV Escola e também por mostras em diferentes partes do país, o Ribombo investiga temas para gravar o seu segundo filme. Afinal, a produção audiovisual é um dos braços de produção acadêmica do grupo, que utiliza-se desta ferramenta para divulgação e diálogo científico com as comunidades. 

E após um afetuoso convite da pedagoga Gabrielle Lopes, nossa colega da Educação Ambiental que compõe o grupo de pesquisa e estudos Ecoinfâncias, chegou até nós a temática "Escola de Ilha" - que certamente nos chamou muito a atenção. Primeiro porque reunimos experiência com espaços escolares durante a produção do primeiro filme e, sabíamos, ainda há muito o que falar sobre o assunto! E, em segundo lugar, como um grupo destinado ao estudo de áreas litorâneas, tal conceito já estaria imbuído de uma série de questões que nos interessaria naturalmente.

Dessa forma, fomos à um primeiro campo de duas diárias. Neste, realizamos uma atividade educomunicativa para nos integrar, em alguma medida, à comunidade escolar e, assim, demos início às gravações do documentário. Temos certeza que será essa mais uma jornada de experiências bastante significativas e esperamos imprimir ao menos algumas delas nessa nova produção fílmica que vamos compartilhar. 

Abaixo, a mensagem da nossa convidada, cada vez mais presente em nosso cotidiano de pesquisa, Gabrielle e também o primeiro teaser lançado por ambos os grupos, marcando um encontro de amigos/as interessados/as em uma educação sustentável para todos/as.


Primeiro encontro: produção de documentário na Ilha dos Marinheiros/RS

Estar com o grupo Ribombo na Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande/RS, me fez refletir acerca de várias relações que venho construindo na Pós-Graduação e, em especial, no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental PPGEA/FURG. No lugar triste e solitário da pesquisa, colocamos o navegar de um bote na Lagoa; no lugar do medo e da ansiedade de construir um trabalho sólido teórico e metodologicamente, a produção audiovisual se mostrou responsável por todos os sentimentos genuínos que carrego ao estar na escola. Nessa via de mão dupla, de erros e acertos, me senti abraçada por olhares inquietos e sorrisos de descoberta.

Gostaria de enfatizar a importância desta parceria para a legitimidade da Educomunicação enquanto possibilidade democrática e transparente que se fez dentro de um espaço coletivo, público e gratuito: a escola. Enquanto eles desconstroem o trabalho docente e a participação das crianças na construção de novos significados no e com o mundo, nós reconstruímos, com afeto, amorosidade e arte.

Venho dizendo ao Ribombo desde a nossa "última" despedida que a produção do documentário "Escola de Ilha" é só o começo de um mar de possibilidades que nos aguarda, estamos descobrindo e construindo o novo. Que os grupos de pesquisa Ribombo e Ecoinfâncias continuem produzindo muitos sons e viabilizando muitas vozes. 


Sinopse: Documentário Escola de Ilha

O que vem a cabeça ao pensar em uma escola de ilha? A figura de uma "ilha, um coqueiro e uma pessoa", que povoa o imaginário popular e representa isolamento se desfaz ao assistir este documentário. Produzido pelos grupos de pesquisa Ribombo e Ecoinfâncias, ambos do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental PPGEA/FURG, o filme apresenta um pouco da comunidade da Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande/RS, por meio de uma escola e dialoga sobre a possibilidade de um novo conceito que possa abarcar diferentes especificidades de estudantes que vivem nos litorais. 



___________________________________________________________________________

Gabrielle Lopes
Pedagoga, mestranda em Educação Ambiental (CAPES/2018), integrante do grupo de pesquisa e estudos Ecoinfâncias (PPGEA/FURG).